Recebemos, esta semana, uma notícia que muito nos orgulha: nossa ex-aluna, Letícia Aleixo, é destaque na Faculdade de Direito da UFMG, conquistando o primeiro lugar na etapa escrita do Concurso Nacional do Sistema Interamericano de Direitos Humanos.
Letícia Aleixo estudou conosco desde os dois anos, foi presidente do Grêmio Estudantil, participou ativamente dos Grupos de Pastoral da Juventude Estudantil, representando o Colégio na Equipe Ampliada da PJE da Província , integrante dos Grupos Indigenistas do Colégio e Sócia-Fundadora do Instituto Dom Luciano Mendes. Foi integrante dos Grupos de Artes Cênicas do Colégio por muitos anos, e atualmente atua como voluntária no trabalho de Artes Cênicas da Ação Social Paula Frassinetti.
Letícia é hoje uma pessoa que "faz a diferença". Uma pessoa que luta por seus objetivos, sem medir esforços, acreditando num mundo melhor, e na importância da participação de cada um.
Temos a certeza de que Letícia leva, em sua vida, muito do nosso Santa Dorotéia!
Vejam a reportagem publicada no jornal Hoje em Dia.
Na trilha da diplomacia e dos direitos humanos
Mineiros conquistaram o primeiro lugar na etapa escrita do
Concurso Nacional Sistema Interamericano de Direitos Humanos
Felipe Torres - Repórter
Foto: Luiz Costa

O governo, alegando que duas rádios de oposição, a Radical Rádio e Su-Versión, teriam "inflamado" os manifestantes com discursos "extremistas", enviou a Guarda Federal às ruas para combater possíveis atos de violência. As consequência deste enfrentamento foram as de nove mortes e dezenas de feridos. Ambas as rádios perderam as suas concessões.
Chirilagua e todo o cenário descrito são fictícios. Mas as alunas do 4º período do curso de Direito da UFMG, Marcela Grillo, 20 anos, e Letícia Aleixo, 21, se comprometeram a estudar este complicado contexto de tensão para desenvolverem um projeto didático em que a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) norteasse a análise do caso. Durante mais de seis meses, as estudantes e outros três colegas – Pedro Arruda, Daniel Leão e Juliana Alcântra – do Grupo de Estudo em Direito Internacional (Gedi) se aprofundaram nas premissas do direto à liberdade de expressão para, literalmente, esmiuçar os pontos de vista do Estado e dos veículos de comunicação envolvidos no conflito.
A análise fez "sucesso" e ganhou, neste mês, o primeiro lugar na etapa escrita do Concurso Nacional Sistema Interamericano de Direitos Humanos 2010, no Rio de Janeiro. Como prêmio, Marcela e Letícia vão ter a "honra" de representar o Brasil na 15ª edição da Competição de Julgamento Simulado, que acontece entre 23 e 28 de maio, em Washington, Estados Unidos.
Além do trabalho escrito, as alunas ainda confrontaram as suas defesas com 12 equipes concorrentes, de diversas instituições, diante de uma comissão julgadora formada por membros da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e do Ministério das Relações Exteriores, entre outros. Como em um debate eleitoral, as oradoras Marcela e Letícia expuseram os seus argumentos e contestaram os dos outros participantes, se valendo de réplicas e tréplicas.
Esta fórmula vai continuar nos Estados Unidos. Porém, a única diferença é que lá vamos defender apenas o lado do governo, alegando que houve abuso e irresponsabilidade na transmissão da informação por parte dos órgãos de imprensa. A explanação será feita em três línguas: inglês, espanhol e português", destaca Letícia Aleixo.
O professor de Direito Internacional e Direito Tributário do Centro Universitário Newton Paiva, William Ken Aoki, coordenou o grupo de estudos da instituição, que também representou Minas no concurso nacional e deve mandar as alunas Marcela Máximo e Paula Constant para Washington...
"Eles exercem papéis de verdadeiros diplomatas, o que os direciona na área de atuação no mercado. Sem falar na experiência que vem com o trabalho em equipe, o aprimoramento do processo de argumentação e a construção de teses de alto nível", destaca o professor, que incentiva também outros estudantes para participar de projetos como este.
Marcela e Letícia estão confiantes quanto a uma nova vitória, desta vez em solos norte-americanos. E o histórico do Gedi da UFMG é de conquistas, pois o grupo de estudo levou o mesmo prêmio internacional em 2002, 2003 e 2004. "Estes feitos nos deixaram ainda mais na pressão. Por isso, todo os dias nos reunimos após as aulas para detalharmos ainda mais discursos e ensaiarmos a apresentação oral. Nem sei quando foi a última vez que desfrutamos de férias e feriados", conta Letícia.
Mas o esforço, de acordo com elas, valeu muito. As estudantes só lamentam a falta de apoio institucional e de patrocínio para que todos os integrantes possam viajar para os EUA. "Nós ganhamos as passagens e os custos da estadia no concurso nacional, mas o restante do grupo não...