Pipoca e batatinha são duas guloseimas adoradas pelas crianças. Bem, não se trata de guloseimas, mas de uma peça de teatro oferecida pelo colégio aos alunos do Ensino Fundamental, com o intuito lúdico, educativo e de formação estética.
Quando um não quer dois não brigam! É uma divertida discussão sobre disputas de território, interesses divergentes e relacionamentos. Assuntos de gente grande, mas que perpassam diretamente a realidade da criançada, abordados de maneira simples e bem-humorada.
Dois primos ganham de um tio casas com área de lazer em comum. Pessoas com posturas e gostos diferentes. Pipoca, delicada, gostava de cantar. Batatinha, extrovertido, gostava de jogar bola, não se importava com quem morava ao seu lado; queria o espaço só para si...

As crianças se surpreenderam com a performance dos personagens e com a trama. Aplaudiram as trapalhadas de Batatinha. Foram solidárias com Pipoca quando seu espaço foi invadido! Compartilharam a tensão do relacionamento entre os dois. Ficaram tristes quando a menina decidiu partir e abrir mão de seu espaço para o primo... Mas, ninguém vive só! Aplaudiram Batatinha quando ele reconheceu seus erros, se entristeceu com a partida da prima e convidou-a para compartilhar o espaço comum... Em sala, comentaram as peripécias dos personagens, mas também o conteúdo da trama:
“Se você discute com uma pessoa, ela sai da brincadeira e você fica sem ninguém para brincar.”
“Quando alguém é maltratado, ele vai embora...”
“Tem que saber dividir porque cada um é de um jeito. O Batatinha era egoísta, ele não sabia dividir. A Pipoca era justa, sabia dividir e conversar.”

E assim é a vida... uma teia de relações tecidas no dia a dia!
Nossas crianças, de forma lúdica, perceberam problemas humanos presentes na convivência e que a saída para a sustentabilidade da vida é a solidariedade, o respeito e a amizade. Aprendizados necessários nos dias de hoje!

Marly Araújo